terça-feira, 18 de julho de 2017 | By: PAULO HENRIQUE TÜCKMANTEL DIAS

Cidadania Alemã , como obter



http://alemanha-para-brasileiros.de/legislacao-alema/sou-descendente-de-alemaes-tenho-direito-a-cidadania-como-devo-proceder/

Informações úteis para quem tem antepassados alemães e deseja saber se tem direito à cidadania.

A cidadania alemã é concedida por descendência/filiação, local de nascimento, adoção ou naturalização. Este artigo trata do direito à cidadania alemã por descendência/filiação de pessoas que tenham antepassados alemães.
Se você tem antepassados alemães, veja a seguir como deve proceder para verificar se tem o direito e para obter a cidadania alemã. Em princípio, o processo se resume em comprovar que você tem antepassados alemães, apresentando todos os documentos necessários para tal comprovação. Caso ainda não tenha esses documentos em mãos, será necessário providenciá-los, o que pode implicar em pesquisas demoradas, também em cartórios alemães.

O princípio de descendência/filiação

princípio de descendência ou filiação (princípio do “ius sanguinis“) orienta-se pela nacionalidade dos pais: filhos de pais alemães recebem automaticamente a cidadania alemã, mesmo que somente o pai ou a mãe seja alemão/alemã. O princípio “ius sanguinis” é aplicado independentemente do local de nascimento do filho/filha.
Repare que, apesar de se chamar “ius sanguinis“, esse princípio não quer dizer que você tem que ter “sangue alemão”, que é algo que não existe. Isso significa que você tem que ser descendente de alemão, mesmo que o alemão em questão tenha sido um estrangeiro que se naturalizou alemão no passado.
Brasileiros que adquirem a cidadania alemã (seja por descendência/filiação ou por naturalização) não perdem a cidadania brasileira e passam a ter dupla nacionalidade.
Se os pais não forem casados e somente o pai possuir a cidadania alemã, é necessário que o pai reconheça legalmente a paternidade antes do filho/da filha completar 23 anos de idade.

Primeiro passo: descubra quem é/foi o parente alemão em sua família!

Muitas pessoas até sabem que são descendentes de alemães, mas não sabem quem na família era alemão. Muitos escutam que é foi o avô e depois descobrem que era o trisavô ou mesmo outras gerações anteriores. Por isso, é importante não confiar 100% em histórias de família! Confie em documentos! As histórias de família são importantes como pistas básicas para iniciar uma pesquisa, mas nunca podem ser encaradas como verdades absolutas. Apenas os documentos e certidões, que comprovem nascimento, casamento, etc. podem indicar quem foi o parente alemão de verdade.
Se você ou sua família não tem ideia da história de seus antepassados, você poderá tentar pesquisar por conta própria em sites de genealogia ou contratar um genealogista para montar sua árvore genealógica! Procure um de sua confiança ou peça recomendações, por exemplo, no grupo Cidadania Alemã: Área Livre (deutsche Staatsangehörigkeit).

Segundo Passo: Calcule a média da data de chegada do seu parente alemão no Brasil e leve em consideração se ele voltou pra Alemanha!

Alemães que saíram da Alemanha antes de 1904 perdiam a cidadania alemã automaticamente (junto com a esposa e filhos menores de idade) após completar 10 anos ininterruptos fora da Alemanha. Essa contagem, no entanto, zerava caso ele retornasse para a Alemanha. A única forma dele ter mantido a cidadania alemã, caso ele tenha imigrado antes de 1904, é se ele tiver feito um registro chamado “Matrícula Consular” de 10 em 10 anos no consulado do Rio de Janeiro ou no Consulado de Porto Alegre. Essa matrícula foi necessária de 1871 até 1914.
Portanto, se você tem um parente nascido no Brasil, que é descendente deste alemão, e que nasceu antes de 1904, isso indica claramente que seu parente veio antes desta data e que a matrícula deveria ter sido feito pelo seu parente. Infelizmente, estima-se que 99% dos Alemães não fizeram este registro no consulado alemão e perderam a cidadania alemã ao completar 10 anos fora da Alemanha.
Entre em contato com o consulado de Porto Alegre ou do Rio de Janeiro (vide link no final do artigo) e solicite uma busca gratuita desse registro em nome de seu parente alemão para saber se ele foi feito.
Caso seu parente alemão não tenha efetuado a matrícula consular e tenha imigrado antes de 1904, infelizmente será difícil você comprovar que teria direito a cidadania alemã.
Nos casos em que o alemão permaneceu mais de 10 anos fora da Alemanha, mas retornou para a Alemanha ou teve um passaporte alemão emitido por autoridades alemãs com data de emissão após a data de 1904, a matrícula poderá não ser necessária.

Terceiro passo: verifique se tem alguma mulher na linhagem!

Tanto como o Brasil, a Alemanha também era antigamente um país patriarcal, ou seja, o chefe de família era o pai. Assim sendo, na Alemanha, a nacionalidade da família era a nacionalidade do pai. Isso significa que, se uma mulher alemã se casasse com um estrangeiro de outra nacionalidade, ela adquiria a nacionalidade do marido e perdia a alemã. Ou quando o homem perdia a cidadania, a família toda (esposa e filhos menores de idade) também a perdia.  Isso demorou um pouco para mudar nos dois países. A mulher no Brasil, por exemplo, só adquiriu o direito de dizer quem é o pai de uma criança em cartório brasileiro em 2011! Isso nem faz tanto tempo.
Já na Alemanha, a ideia de família patriarcal começou a ser debatida na década de 60 e a mulher acabou ganhando os mesmos direitos do homem. Porém, a mulher só passou a ter o direito a uma cidadania própria a partir de 1975.
Isso na prática, significa que:
  1. Se uma mulher alemã se casou no civil com um homem de nacionalidade estrangeira e o filho deles nasceu antes de 1975: o filho tem direito a nacionalidade apenas do pai estrangeiro.
  2. Se uma mulher alemã teve um filho solteira e nunca se casou, o filho irá receber a nacionalidade alemã da mãe independente do ano de nascimento.
  3. Se uma mulher alemã teve um filho solteira e logo após se casou, o filho pode ter sido legitimado e pode ter direito apenas a cidadania do pai.
    *isso precisa ser verificado com detalhes de data de cada caso.
  4. Se um homem alemão teve um filho com uma mulher estrangeira e nunca se casou com ela, o filho apenas tem direito a nacionalidade da mãe estrangeira. *exceção: filhos nascidos após 1993, que adquirem a nacionalidade alemã do pai, mesmo não casado com a mãe.
  5. Se um homem alemão teve um filho com uma mulher estrangeira e após o nascimento do filho ele se casou com a mãe, é preciso ver se o filho foi legitimado para saber se ele adquire a cidadania alemã.
Desde que seguido e respeitado essas regras, não há problema em ter uma mulher na linhagem.

Quarto passo: verifique se alguém em sua linhagem se naturalizou e obteve outra cidadania!

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Alemanha permite sim a dupla nacionalidade, desde que as duas nacionalidades tenham sido adquiridas com o nascimento (uma pessoa pode ter adquirido até mais de duas nacionalidades por nascimento, sem problema!).
O que a Alemanha não permite é solicitar uma outra cidadania de forma voluntária através de naturalização.
Portanto, se algum de seus parentes que são descendentes do parente alemão, ou mesmo o parente alemão em si, tiver adquirido outra nacionalidade por solicitação, a pessoa perde o direito de ter a cidadania alemã reconhecida ou perde a nacionalidade alemã automaticamente se já tiver a cidadania reconhecida.
Se tiver ocorrido uma naturalização, é importante que o filho da pessoa que se naturalizou tenha nascido antes dela ter ocorrido.
A Alemanha permite também a dupla nacionalidade quando a pessoa estrangeira se naturaliza, mas seu país de origem não a dispensa de sua cidadania, como é o caso de muitos países, inclusive do Brasil.

Quinto passo: verifique se alguém da linhagem fez carreira nas forças armadas do Brasil.

Esse passo é simples: se alguém da sua linhagem serviu ao exército, marinha, aeronáutica, policia civil, militar, etc. após o ano de 2000essa pessoa perdeu o direito de solicitar a cidadania alemã ou perdeu a cidadania alemã se já a tinha reconhecido.
ATENÇÃO: Se a pessoa serviu apenas o alistamento militar obrigatório, mas não fez carreira militar, não há problema!
*necessário comprovar através de documentação.
Se o período obrigatório acabou, mas a pessoa continuou a servir a uma das forças armadas, nem que tenha sido por pouco tempo, a perda de cidadania também acontece.
Para não perder o direito a nacionalidade é necessário que, assim que o tempo de serviço obrigatório acabar, que você SAIA das forças armadas e não continue, não faça nenhum curso, e não fique nem mais um dia sequer.

Sexto Passo: reúna as documentações que comprovam as condições acima mencionadas e preencha os formulários para o pedido!

  1. Certidões de nascimento desde o parente alemão até você; (não é necessário certidão de nascimento de cônjuges, apenas da linhagem direta, ou seja, dos descendentes);
  2. Certidões de casamento do parente alemão até você;
  3. Comprovante da data de seu parente chegou ao Brasil (que pode ser: passaporte alemão com o qual entrou no Brasil e no qual consta o carimbo de entrada de autoridade brasileira, extrato da lista de embarque ou desembarque, com a data, do navio que o transportou para o Brasil, prontuário de estrangeiro que conste a data de desembarque ou qualquer outro documento emitido por repartição com fé pública que comprove a data que o alemão chegou);
  4. Comprovação de que seu parente alemão não adquiriu a cidadania brasileira, ou caso tenha adquirido, que adquiriu em uma data posterior a do nascimento do filho (-> Certidão Negativa de Naturalização – CNN do Ministério da Justiça);
  5. Uma cópia do certificado de nacionalidade alemã (caso alguém já tenha adquirido a cidadania na sua família);
  6. Uma cópia de passaporte ou identidade alemã de alguém da sua geração (caso disponível);
  7. Matrícula Consular (se for o caso do alemão ter saído da Alemanha antes de 1904);
  8. Preencher os formulários:
    – Formulário F (ou formulário FK para menores que 16 anos): “Antrag auf Fest­stel­lung der deut­schen Staats­an­ge­hö­rig­keit” (requerimento de constatação da cidadania alemã)
    – Anexo V (An­la­ge V) com os dados do(s) antepassado(s) alemão(es)
    – Procuração (Vollmacht), caso deseje indicar uma pessoa residente na Alemanha para acompanhar seu processo.Esses formulários podem ser baixados no site do Bundesverwaltungsamt ou no site do consulado.
* Se necessário, contrate um genealogista para descobrir informações dos seus parentes ou um assessor para solicitar as certidões ou tirar dúvidas de montagem do processo.
** Todas as certidões que tiverem em língua portuguesa precisam ser traduzidas para o alemão com um tradutor juramentado. Para documentos na língua inglesa/francesa não costuma ser necessária a tradução, mas ela pode ser solicitada.
IMPORTANTE: SE VOCÊ NÃO TEM A DOCUMENTAÇÃO, É PRECISO PROCURA-LA POR CONTA PRÓPRIA OU CONTRATAR UM GENEALOGISTA PARA PESQUISAR OS DOCUMENTOS PRA VOCÊ. Recorrer a um profissional pode ajudar bastante, mas aumenta significativamente os custos que você terá com o processo. Pesquisar por conta própria é possível, é assim que a maioria faz e fica bem mais barato.

Sétimo passo: agende um dia no consulado para entregar a documentação ou a envie diretamente para o Bundesverwaltungsamt em Colônia!

Entre no site do consulado mais próximo de sua residência e efetue um agendamento para entregar essa documentação e dar entrada em um Processo de constatação da nacionalidade alemã. Como alternativa, você pode enviar a documentação diretamente para o órgão federal responsável, o Bundesverwaltungsamt, em Colônia, mas repare que toda a comunicação com o Bundesverwaltungsamt deverá ocorrer em alemão.
Depois disso, será iniciado o processo será para a verificação de sua nacionalidade, o que pode demorar até dois anos, a depender do caso. No final do processo, você terá que pagar uma taxa (25,00 euros em caso de resposta positiva e 18,00 se a resposta for negativa) e receberá ou uma certidão negativa com o motivo da recusa ou a sua certidão de cidadania alemã (Staatsangehörigkeitsausweis).
Para mais informações:
Site do Bundesverwaltungsamt (em alemão e inglês)
Por e-mail: Staatsangehoerigkeit@bva.bund.de
Pelo correio:
Bundesverwaltungsamt
50728 Köln – Alemanha
Ou junto ao consulado alemão em sua jurisdição.
A maioria das informações contidas neste artigo são de autoria de Fabio Neipp, da comunidade Cidadania Alemã: Área Livre (deutsche Staatsangehörigkeit).
IMPORTANTE: todas as informações fornecidas neste artigo foram coletadas e verificadas com o maior cuidado possível com base em dados disponibilizados pela comunidade Cidadania Alemã: Área Livre (deutsche Staatsangehörigkeit) e por órgãos oficiais e representações diplomáticas alemãs no Brasil até a data da última atualização indicada. Entretanto, o site não se responsabiliza pela exatidão e pela atualidade dessas informações. Por favor, verifique SEMPRE toda e qualquer informação obtida na internet junto aos órgãos oficiais competentes.
Links úteis:

Se você precisar de mais informações ou se quiser trocar experiências com outros brasileiros sobre o assunto, faça parte da comunidade Cidadania Alemã: Área Livre (deutsche Staatsangehörigkeit).


sexta-feira, 30 de junho de 2017 | By: PAULO HENRIQUE TÜCKMANTEL DIAS

Posto Santo Antonio - 1950




Posto Santo Antonio 

Antigas instalações do Posto Santo Antônio, localizado na Rua Siqueira Campos, em foto provável nos 

finais dos anos 50.

Na época era pertencente ao Sr. Augusto Horácio.


domingo, 11 de junho de 2017 | By: PAULO HENRIQUE TÜCKMANTEL DIAS

Chico Sombração

CHICO SOMBRAÇÃO

"Francisco Franco de Souza"




CHICO SOMBRAÇÃO: UM GÊNIO DE VERDADE... "XINGAI POR MIM"
Este registro sonoro, do acervo pessoal do radialista Chico Mateus, foi ao ar no dia 1º de novembro de 2003, há mais de 13 anos, no jornal Primeira Página, da Rádio Piracema FM, com apresentação minha e de Chico Mateus e depoimentos de Kiko Reis e do advogado Arnaldo Delfino.
A matéria destacava um dos maiores personagens da história de Pirassununga: Francisco Franco de Souza, o Chico Sombração, um gênio de verdade.
Autodidata por excelência, atuou em várias frentes com absolto protagonismo. Aos 19 anos não sabia ler e escrever. Se alfabetizou sozinho. Não tinha o 3º ano do antigo Curso Primário.
Aprendeu 6 idiomas, entre eles, alemão clássico, francês, inglês e latim, e conhecia, em profundidade, Sociologia, Psicologia e Química, disciplinas aprendidas sem o auxílio de ninguém.
Cronista de raras qualidades, militou na imprensa local, sempre contundente em suas críticas. Não perdoava aqueles que se omitissem no cumprimento dos seus deveres.
Criador do "Dito Nhora", que publicou por muitos anos na primeira página do jornal "O Movimento, atingia sutilmente o ponto vulnerável do criticado, sem ofendê-lo em sua integridade. A publicação era identificada por um sapinho montado numa bicicleta.
Era amigo íntimo de Monteiro Lobato. A seu convite, o escritor visitou Pirassununga. Aplaudido de pé, no palco do Cine Odeon, Lobato pronunciou memorável conferência sobre os rumos da política brasileira.
Era profundo conhecedor da obra de Euclides da Cunha, chegando a dar palestras em universidades sobre o autor. Considerava “Os Sertões” a mais expressiva e completa obra da literatura brasileira.
LIVRO: CHICO SOMBRAÇÃO QUE NÃO ASSOMBRAVA NINGUÉM
Desde que produzimos esta reportagem para o jornal “Primeira Página”, venho, aos poucos, pesquisando sobre Francisco Franco de Souza, o Chico Sombração.
Reuni e continuo coletando depoimentos de familiares e amigos, fotografias, recortes de jornais e documentos ligados a retirada da lápide de seu túmulo no Cemitério Municipal de Pirassununga pelo prefeito Lauro Pozzi, cujo processo virou manchete no jornal The New York Times.
O epitáfio é considerado o mais polêmico do Brasil. Confira:
"Bípede, meu irmão: Eis o fim prosaico de um espermatozoide que, há 80 anos, penetrou num óvulo, iniciou seu ciclo evolutivo e acabou virando carniça. Estou enterrado aqui. Sou Chico Sombração. Xingai por mim". Francisco Franco de Souza * 04-09-1886 – † 9-11-1968.
Quanto mais aprofundo nas pesquisas, mais me surpreendo e me encanto com a grandiosidade dessa figura inigualável e seu rico legado.
A vida agitada e controvertida de Francisco Franco de Souza, uma das maiores inteligências aqui nascida, que deixou em seu caminho um rastro de genialidade, em breve, se transformará num livro.
Para a concretização de tal projeto, conto com o apoio de todos que conheceram Chico Sombração e suas histórias.
Chico Sombração: “Xingai por mim”

FONTE: Roberto Bragagnollo

video

DOCUMENTO SONORO HISTÓRICO
FRANCISCO FRANCO DE SOUZA, "CHICO SOMBRAÇÃO" 
A HISTÓRIA DE PIRASSUNUNGA QUE OCUPOU AS PÁGINAS DO JORNAL "THE NEW YORK TIMES" NOS ESTADOS UNIDOS.
A LÁPIDE QUE FICOU FAMOSA EM TODO O MUNDO.
UMA, DAS MUITAS HISTÓRIAS QUE PIRASSUNUNGA PRECISA RESGATAR.
OUÇAM ESTA MATÉRIA DO JORNAL "PRIMEIRA PÁGINA" APRESENTADO POR CHICO MATEUS E ROBERTO BRAGAGNOLO, NA RÁDIO PIRACEMA FM DE PIRASSUNUNGA, NO DIA PRIMEIRO DE NOVEMBRO DE 2003.




Francisco Franco de Souza, conhecido no universo curimbatá muito mais por “Chico Sombração”, nunca assombrou ninguém, muito pelo contrário, pois foi uma das mais brilhantes figuras que viveram em outros tempos, nesta querida terra curimbatá, a “terra de meus amores” Graças a sua grande capacidade intelectual e vivencial, se distinguiu na comunidade pela praticidade, em vários setores primordiais, tais como na medicina, na advocacia, na química, nas letras, na música, no poder de polícia e também na vida pública e política. Foi um jornalista colaborador do jornal O MOVIMENTO, por longos anos, assinando com rara felicidade, uma coluna até hoje lembrada e comentada pelos mais vividos. Tinha por título: “QUE VENHARÁ SÊ ISSO?”. Ao lado um biciclo, em cuja roda exageradamente grande, parecia ser dirigida por um sapo. Era o seu logotipo. No texto que se seguia, um diálogo no mais puro vernáculo caipira, era travado entre uma mãe, a Nhóra (abreviatura de senhora) e seu filho Benedito (Dito).
Muitos comentavam então na praça central: Já leu hoje o “DITO/NHÓRA”? Era, pois, neste curto diálogo que o Chico transmitia os maiores ensinamentos filosóficos, como também abordava constantemente críticas construtivas ao setor político, alertando sobre as verdadeiras necessidades da comunidade.
FONTE: https://pirassunungatoday.wordpress.com/2015/09/16/francisco-franco-de-souza-chico-sombracao/
domingo, 18 de dezembro de 2016 | By: PAULO HENRIQUE TÜCKMANTEL DIAS

IEP - O INCÊNDIO

















INCÊNDIO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO: A TRAGÉDIA ANUNCIADA
Fotos: Arlindo Gregório
Poucos episódios consternaram Pirassununga como o incêndio do Instituto de Educação, ocorrido no início dos anos 80.
O descaso das autoridades, que ignoraram os alertas e apelos da direção da escola sobre o estado crítico no qual se encontrava o Instituto de Educação, também causou revolta e ainda continua, 35 anos depois, “entalado na goela de todos nós”, que testemunhamos, estarrecidos, a tragédia mais que anunciada.
O regime era militar. O presidente da República era o General João Baptista de Oliveira Figueiredo e Paulo Salim Maluf o governador de São Paulo, eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral. O prefeito de Pirassununga era Rubens Santos Costa.
Tente imaginar se um incêndio daquela proporção ocorresse nos dias atuais no mesmo Instituto de Educação, a repercussão que o sinistro provocaria nas mídias e nas redes sociais.
CHORO E DESESPERO.
Dia 21 de abril de 1981, terça-feira. A notícia de que o prédio estava pegando fogo depressa se espalhou e levou centenas de pessoas ao local. Ninguém queria acreditar naquilo que via.
Atabalhoadas, tentavam salvar o que podiam, como se cada peça ou objeto ali existente fosse “um pedaço de cada um” que ardia e se consumia em chamas.
A Rádio Difusora passou a transmitir flashes do local, orientando e pedindo ajuda da população. A emissora também entrou em cadeia com a Rádio Bandeirantes. Em suas considerações, o radialista Salomão Esper, que estudou no Instituto, lamentou a omissão das autoridades que poderiam ter evitado aquele lamentável desfecho.
Aquela tarde do feriado do Dia de Tiradentes jaz na memória de todos nós que tivemos o privilégio de estudar naquele “Bendito Templo de Instrução”.
REMEMORANDO OS FATOS
Antevendo aquele infortúnio, as diretoras Maria Cecilia da Silva Lima (1976/1980) e Maria Lucia Silveira Rodrigues (1980/1987) oficializaram reiteradamente as autoridades estaduais e municipais sobre a necessidade urgente de reformas, dada a precariedade das instalações elétricas do prédio, forros tomados por cupins e ninhos de pombas, goteiras sobre fios desencapados, entre outras precariedades.
Imprensa, instituições, lideranças locais e a população se uniram para lutar e preservar aquele tão caro patrimônio do município, denunciando os descasos e cobrando ações imediatas do Governo do Estado. Tudo em vão. A tragédia estava anunciada.
TAXISTA TESTEMUNHOU O INÍCIO DO INCÊNDIO
Por volta das 13h30, o motorista de taxi, Orlando Calharani, ao ouvir um estouro seguido de uma fumaça escura que saia do interior do prédio, logo avisou o prefeito Rubens Santos Costa, que residia nas imediações do IEEP.
Essas fotos, cedidas por Arlindo Gregório (Nenê), registram a movimentação e o desespero de todos diante das cenas chocantes que se apresentavam naquele feriado nacional.
Mal acreditando no que viam, as pessoas, desesperadas, chegavam nervosas, afobadas e, muitas delas, aos prantos. Todos tentavam salvar mobílias, piano, quadros, cadeiras do Salão Nobre, livros, arquivos, documentos, empilhando-os na rua José Bonifácio, nas ruas laterais e ao lado da igreja.
Soldados do Exército e carros pipas da prefeitura, Usina São Luiz, Caninha 51 e da Transportadora Castro também foram mobilizados.
Num esforço hercúleo, apoiavam as viaturas dos bombeiros da Academia da Força Aérea, de Araras e de São Carlos também foram acionados.
COMISSÃO PRO-RESTAURAÇÃO DO IEEP
Apagadas as chamas, a imagem do Cristo na cruz, queimada e dilacerada, simbolizava a agonia dos pirassununguenses em meio aos destroços. A sensação era de impotência.
O sinistro suscitou a criação imediata da Comissão Pro-Restauração do IEEP, presidida pelo professor Daniel Caetano do Carmo, que passou a conduzir as ações junto aos órgãos públicos.
Formado por mais de 30 representantes, o grupo pressionou o então governador de São Paulo, Paulo Salim Maluf, a liberar a verba necessária para a restauração do prédio.
Vale destacar a participação do arquiteto pirassununguense Luiz Antonio Magnani.
Além de ex-aluno, fazia parte do Condephaat - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico.
Como consultor técnico, orientou nas decisões da Comissão Pró-Restauração, e fez também valer seus conhecimentos e influência juntos aos órgãos estaduais e federais.
RESULTADOS PROMISSORES
A Comissão Pro-Restauração lutou para que o IEEP voltasse a ser exatamente o que era quando de sua inauguração em 1914.
Por meio da imprensa escrita e falada, todas as decisões e andamento do processo eram transmitidas à população.
Em 1982 o prédio foi tombado. Uma grande solenidade marcou o evento.
No ano de 1983, nosso majestoso Instituto de Educação fora finalmente reinaugurado, voltando a sua vida normal. Em 2011 comemorou o seu centenário de fundação.
REGISTRO HISTÓRICO: BENDITO TEMPLO DE INSTRUÇÃO
Em 1993, por iniciativa própria, o professor e pesquisador Israel Foguel dirigiu e lançou o documentário “Bendito Templo de Instrução”, esclarecendo o que de fato ocorreu antes, durante e após o incêndio do Instituto de Educação.
Mostra cenas do prédio em chamas, registradas de cima da torre da Igreja Matriz Senhor Bom Jesus dos Aflitos, em Super 8, pelo fotografo e cinegrafista Rubens Zerbetto.
Com duração de 1h40, a produção traz depoimentos das diretoras do Instituto de Educação, Maria Cecilia da Silva Lima e Maria Lucia Silveira Rodrigues, dos prefeitos Rubens Santos Costa e Fausto Victorelli, do taxista Orlando Calharani, do presidente da Comissão Pró-Restauração, Daniel Caetano do Carmo, do funcionário Carlindo Lapola, do professor Arnaldo Duarte de Oliveira, entre outros.
FERIADO DE TIRADENTES FORA PROVIDENCIAL
Fatos entristecedores como o incêndio do Instituto de Educação, mesmo que causem reações incomodas ou coisas que o valham, precisam e devem ser sempre lembrados, para que nada parecido ou pior que isso, possa novamente ocorrer em Pirassununga.
Que bom que naquele trágico episódio as perdas foram apenas materiais e puderam ser recuperadas. O Dia de Tiradentes fora providencial. O incêndio ocorreu num feriado, quando não havia ninguém no interior da escola: alunos, professores e funcionários. Poderia ter sido muito pior.
Isso é história!

 FONTE: https://www.facebook.com/roberto.bragagnollo/media_set?set=a.573620976178808.1073741940.100005927317725&type=3&pnref=story

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016 | By: PAULO HENRIQUE TÜCKMANTEL DIAS

Estação de Emas




POR QUE O PRINCIPAL POLO TURÍSTICO-GASTRONÔMICO DA REGIÃO RECEBEU O NOME DE CACHOEIRA DE EMAS? 

O que deu origem à formação do povoado - a Cachoeira de Emas que conhecemos hoje - foi a pequena estação ferroviária, a Estação de Emas, da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, inaugurada em 1886 às margens do rio Mogi-Guaçu. 

Nesta foto vemos a segunda Estação de Emas, construída e inaugurada em 1891 na “Fazenda da Barra” - hoje Fazenda da Aeronáutica. 

A Estação de Emas está abandonada e os edifícios encontram-se em ruínas.

Roberto Bragagnollo


Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=571028186438087&set=a.571027846438121.1073741936.100005927317725&type=3&theater